TecnologiaWMS e TMS - quais as diferenças

ERP, WMS e TMS. Não há como negar: em um ambiente de concorrência acirrada, e que só tende a se agravar, como vemos no comércio varejista, a forma como se gerenciam os processos logísticos (compras, armazenamento, transporte etc.) constitui uma das principais alavancas que separam o sucesso absoluto da falência irremediável de uma loja online ou comércio tradicional.

De acordo com os professores e pesquisadores da Universidade do Arkansas (EUA), Brent Williams e Travis Tokar, nada menos do que 33% das despesas logísticas do varejo são decorrentes da manutenção de estoques. Não é pouca coisa.

No caso do comércio eletrônico, os custos logísticos são ainda mais críticos ao sucesso do negócio, com destaque ao transporte: uma recente pesquisa da E-commerce School revelou que o frete representa incríveis 58% dos custos das operações logísticas do setor. Ou seja, sem controle de armazenamento e transporte, é praticamente impossível se manter de portas abertas no longo prazo.

O problema é que, apesar da importância na logística empresarial como instrumentos de apoio às estratégias competitivas, muitos gestores do varejo não fazem a menor ideia do que é um WMS (Warehouse Management Systems) ou um TMS (Transportation Management System). Você sabe o que são? Sabe quais as diferenças entre eles? Como tirar o máximo proveito  em prol do seu negócio? As linhas abaixo são uma oportunidade de ouro para descobrir tudo isso!

O que é um WMS (Warehouse Management Systems)?

O WMS é um sistema de gestão que controla todas as etapas dos processos de guarda de suas mercadorias. Na verdade, vai muito além disso: através dele, recebimento, armazenagem, separação e expedição são rigorosamente monitorados, oferecendo maior precisão ao inventário, controle de localizações mais eficiente, processamentos automáticos de pedidos, além, é claro, da redução de custos decorrente da maior eficiência e redução de desperdícios. Se você tem essa inteligência operacional ao seu lado, você será capaz de processar eletronicamente:

  • análise de atendimento aos pedidos recebidos;
  • gestão do inventário — o que confere mais agilidade nos processos de conferência e maior exatidão nas informações dos itens alocados;
  • controle de divergências e atualização automática dos itens armazenados (virtudes essenciais para quem pensa em futuramente adotar, em sua gestão logística, formas mais modernas de distribuição, como cross-docking);
  • métodos de avaliação das reservas, tais como PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair) e FEFO (First-Expire, First Out, muito utilizado no comércio de perecíveis);
  • sistemas de classificação de estocagem e emissão de relatórios, como os decorrentes da Curva ABC;
  • indicadores matemáticos e estatísticos diversos, como Tempo de Ressuprimento, Lote Econômico de Compra, Giro dos Estoques etc.

Já deu para perceber que ter um sistema com todas essas funcionalidades significa elevar suas operações de armazém a outro patamar, certo? Os resultados desse controle 100% informatizado é a redução de custos com extravios/perdas de mercadorias, aumento de produtividade, otimização do layout do depósito/centro de distribuição, redução do número de movimentações diárias, diminuição dos erros de expedição, entre outros benefícios.

Mas apenas um WMS não é suficiente para redimensionar seus custos logísticos. Há ainda que pensar nas estratégias de transporte. E é aqui que entra o TMS.

O que é um TMS (Transportation Management System)?

O TMS é um software que visa ao alcance da excelência em todo o processo de distribuição, gerindo toda a operação e gestão de transportes de forma integrada. O sistema é composto de diversas funcionalidades, que podem ser utilizadas de acordo com suas necessidades. Ademais, ferramentas comercializadas no modelo SaaS (software como serviço) garantem o baixo investimento de capital, com seu custo tratado como OPEX.o De fácil integração com ERPs e até com o próprio WMS, essa solução torna possível:

  • realizar cálculos de fretes automáticos e em tempo real, permitindo a escolha da melhor transportadora para cada entrega (detalhe que reduz custos e otimiza a oferta de fretes ao cliente);
  • desenvolver simulação de cenários para otimização da estratégia de fretes (combinações de rotas e modais, comparação entre modelos de precificação etc.);
  • realizar o rastreamento de entregas em tempo real, além de programar notificações automáticas ao cliente de acordo com o status da entrega;
  • fazer à  reconciliação (auditoria) eletrônica de faturas das transportadoras (com conferência de CT-es e NF-es);
  • automatizar a troca de informação com transportadoras e Correios (através de webservice, EDI e quaisquer outras formas de comunicação), com integrações transparentes ao embarcador e emissão eletrônica de romaneio, gerando mais agilidade e clareza no processo de distribuição;
  • agendar entregas.

Se você tem uma loja online ou física, sabe que, após a expedição, há ainda um universo de etapas críticas para a satisfação de seu consumidor final. Na verdade, um dos processos mais relevantes ainda está por chegar. Seus clientes, cada vez mais exigentes, querem fretes baixos, entregas rápidas e possibilidade de monitoramento constante dos pedidos realizados.

O problema é que, muitas vezes, nem a própria empresa possui controle total do processo de encaminhamento dos produtos ao consumidor final. O TMS foi feito exatamente para otimizar e racionalizar essa etapa da cadeia logística.

Quais as principais diferenças entre um WMS e o TMS?

Enquanto o WMS visa à automatização dos processos de recebimento, armazenagem e expedição, o TMS garante controle máximo da operação de transporte — da expedição à entrega ao cliente. São controles robustos sobre etapas diferentes da cadeia logística.

Apesar da possível integração, é importante destacar que TMS nada tem a ver com WMS. Enquanto este último está centralizado no gerenciamento e gestão de SKUs, avaliação da estocagem e controle de localização de itens armazenados, o primeiro se refere exclusivamente à gestão de transporte, ou seja, envolve documentação, gestão de manutenção de frota, disparo de alarmes contra desvios de rotas, controle sobre os tempos de paradas, cálculos automáticos de fretes e gestão de despacho.

Quais os benefícios da integração?

Ambas as tecnologias podem ser interligadas, facilitando o processo logístico e impulsionando resultados. A base de dados do WMS, por exemplo, pode subsidiar a emissão de CT-es. Os cálculos de fretes simulados no TMS podem utilizar informações oriundas do sistema de armazenamento.

Integração é a chave para reduzir tempo perdido com processos burocráticos, diminuir erros e dar maior agilidade no fluxo logístico de seu varejo. O gerenciamento eletrônico de sistemas como os citados acima garante redução de custos com elevação do nível serviço, algo fundamental para fidelização de clientes e aumento de faturamento.

Você utiliza algum dos dois sistemas (WMS ou TMS)? Quais acha que são os maiores obstáculos para implementação dessas soluções em sua empresa? Deixe sua mensagem abaixo e teremos o prazer em abrir caminho para essa revolução em seu negócio!