Logísticaprocessos de logística

Vender online sem pensar na logística para e-commerce é condenar o seu negócio a fechar em pouco tempo. Afinal, a logística é o conjunto de atividades organizacionais e de gestão que, em uma empresa, regulam o fluxo de materiais (e suas relativas informações), desde a compra de fornecedores até a entrega dos produtos finalizados aos clientes.

Embora a logística seja um ramo administrativo comum ao varejo, no e-commerce ela possui algumas peculiaridades. Acompanhe o post de hoje e entenda como funcionam os processos de logística para e-commerce!

Quais são as regras para bons processos de logística para e-commerce?

Alguns elementos fundamentais devem ser levados em conta. Separamos alguns deles:

1. Ter as diferenças mínimas de estoque

Ter diferenças mínimas entre o estoque existente e aquele que é oferecido ao cliente é uma pré-condição da qual muitos gestores se esquecem. Isso serve para evitar que um cliente, em vez de receber suas mercadorias encomendadas, receba um e-mail dizendo que o produto solicitado está em falta.

Essa situação quebra a confiança do cliente com a sua loja, pois, imediatamente, ele pensará que o seu negócio é desorganizado. E hoje qualquer erro é fatal, pois o seu concorrente está a apenas alguns cliques de você.

Outro fator positivo de se ter alguns itens a mais no estoque é que, algumas vezes, o produto pode estar avariado e você precisar fazer a troca para o cliente (logística reversa).

Eis algumas dicas para evitar que esses erros aconteçam:

  • faça um controle regular de entradas e saídas e sempre confira o inventário do estoque;
  • mantenha um estoque mínimo para evitar a venda de produtos quando estiverem acabando as unidades;
  • não deixe as coisas ao acaso, realize verificações e controles regulares também sobre a conformidade do produto.

2. Ter uma rígida classificação dos produtos

Ter uma boa codificação dos produtos a venda é essencial para levar as mercadorias ao potencial cliente de modo que sejam facilmente reconhecíveis e escolhidas com facilidade.

São diversos elementos a considerar:

  • tipos de marca: ocasionais, reconhecidas, disponíveis em série etc.;
  • tipos de produto: categorias de produto, produtos de luxo, em promoção etc.;
  • faixa de preço;
  • entre outros.

Todo produto tem seu próprio ciclo de vida. Há aqueles que precisam ser rapidamente reabastecidos, aqueles que possuem vendas dispersas e periódicas, outros que necessitam de um longo tempo de preparação, mas que são comercializados rapidamente, e produtos que não vendem.

Preços, descontos, oportunidades de venda e queima de estoque fazem parte de todos esses elementos que devem ser atentamente considerados.

3. Não cometer erros de expedição

Uma coisa é gerir 20 vendas na semana, outra coisa bem diferente é gerir 200 vendas num único dia. Os erros estarão sempre à espreita se a gestão não for cuidadosa e se não for feito o uso de ferramentas administrativas adequadas para o inventário.

Relação de pacotes, seleção dos produtos, controle da conformidade, embalagem, entre outros. Cada etapa é passível de se cometer erros que podem ser fatais.

Em geral, fique atento ao processo de recebimento, entrada e armazenagem. É aqui que falhas podem acontecer como por exemplo:

  • recebimento de mercadorias erradas podem computar quantidades a mais ou a menos de produtos;
  • erros no endereçamento podem gerar erros no momento de coletar os produtos.

4. Escolher bem as transportadoras

Uma vez que o produto seja confiado à transportadora, ela se torna a responsável pela entrega. Mas, aos olhos do cliente que pagou pela mercadoria, a responsabilidade é sempre do vendedor.

A escolha da transportadora correta é muito importante e devem ser avaliadas diversas condições. Por se tratar de um serviço terceirizado e ter certas garantias diante de um pagamento, você precisa aprender a solicitar as informações corretas, a contratar e a avaliar a qualidade do serviço.

5. Escolher bem as embalagens

Esse também é um tópico importante, pois a embalagem é que vai armazenar o produto enquanto ele é transportado:

  • o custo do transporte é baseado na relação peso/volume, o que significa que você deve estudar a embalagem ideal para cada objeto;
  • proteja adequadamente os produtos frágeis; não basta escrever “frágil” na embalagem;
  • lembre-se de que a embalagem também “conversa” com o cliente; ela mostra sua marca e também deve ser considerada um instrumento de marketing.

Quais são os modelos de uma cadeia logística para e-commerce?

Há múltiplos e diferentes modelos básicos de uma cadeia logística para e-commerce, de complexidades e funcionamentos diversos.

Vamos abordar o funcionamento dos três modelos fundamentais: Dropshipping, In House e Outsourcing.

1. Dropshipping

O dropshipping é o modelo de vendas em que o comerciante vende um produto a um cliente final sem, no entanto, possuí-lo no seu próprio estoque.

No momento da compra, o vendedor transmite o pedido diretamente ao fornecedor (dropshipper), que expedirá o produto diretamente ao cliente.

Nesse modelo de gestão de logística para e-commerce, a loja do vendedor se ocupa somente da publicidade do produto, sem precisar administrar todas as tarefas relacionadas à embalagem, ao transporte e a outras ações típicas de logística.

A vantagem do Dropship é justamente a de o e-commerce não precisar ter um estoque próprio, o que pode diminuir radicalmente os seus custos e investimentos. Essa modalidade é boa para quem está iniciando.

A sua desvantagem, por outro lado, é que você não possui controle da gestão de estoque e de logística, tornando-se dependente do fornecedor para a entrega do produto ao cliente.

2. In House

Em contrapartida às características do modelo Dropshipping, o modelo In House é identificado como a logística para e-commerce que é integralmente gerida, efetuada e controlada pelo próprio comerciante.

Ao longo dos processos de logística, portanto, em que o vendedor utiliza sua própria infraestrutura de armazenamento, de tecnologia de informação e de serviço ao consumidor para entregar os produtos aos compradores.

Não obstante a gestão de um sistema In House ser muito mais complexa e exigir altos investimentos, que somente grandes e estruturadas empresas possuem, ter o controle total da logística oferece algumas vantagens fundamentais.

A principal delas é o controle total, e o vendedor é responsável pela qualidade do relacionamento com os clientes.

Além disso, ao controlar tudo, você tem a capacidade de garantir uma visibilidade completa de todas as etapas e, assim, maximizar o seu valor mediante a criação de ferramentas próprias direcionadas às suas necessidades.

3. Outsourcing

Em logística, o Outsourcing (terceirização) é a prática de confiar a uma empresa terceirizada uma ou mais atividades típicas do processo, por exemplo, o transporte e a entrega ao cliente final.

Nem todos podem arcar com as despesas de um transporte próprio, assim como nem todos podem pagar por um armazém de estoque. São frequentes os casos em que o estoque é confiado a um terceiro, com todas as operações relacionadas.

Esse modelo de logística para e-commerce permite que o vendedor se concentre nos processos fundamentais do seu negócio: o seu próprio site, o marketing, o relacionamento com os clientes, entre outros.

A desvantagem principal do Outsourcing, tal como do Dropshipping, é a perda de controle e a dificuldade de integrar sistemas de informação externos e diferentes entre eles.

Basicamente, a diferença entre Dropshipping e Outsourcing é que o primeiro se trata de um fornecedor direto das próprias mercadorias, enquanto o Outsourcing é realizado por uma empresa distribuidora especializada em gestão de logística.

Entendeu como funcionam os processos de logística para e-commerce? Não perca nenhum conteúdo do nosso blog, siga-nos nas redes sociais e fique atualizado sobre as soluções de gestão de frete e logística!